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O distrito de Mayuge situa-se na margem norte do Lago Vitória, no leste do Uganda — uma região fértil e próxima de água, mas historicamente pouco servida em termos de insumos, mercados e informação que permitam aos pequenos agricultores tirar verdadeiro proveito dessas condições. Foi essa lacuna que Viola Nakadama decidiu resolver, através da Essymart Africa.
O modelo é simples: uma plataforma agrotecnológica que liga pequenos agricultores a insumos de qualidade, aconselhamento agronómico em tempo real e compradores, eliminando intermediários e assimetrias de informação. Quando Viola venceu o prémio WAYA Rising Star Regional para a África Oriental, a Essymart já contava com 3.500 agricultores e uma equipa de dez pessoas em Mayuge. Um ano depois, ambos cresceram.
O prémio de 12.000 USD foi aplicado de forma estratégica: 6.000 USD em sementes melhoradas, 2.000 USD em fertilizantes orgânicos, 2.000 USD na formação de 2.000 agricultores em boas práticas agrícolas, 1.000 USD em software de contabilidade e 1.000 USD na melhoria da plataforma digital. Foi uma alocação focada em consolidar a base antes de escalar.
Após um ano, os resultados foram claros. A base de agricultores cresceu para mais de 4.000, distribuídos por seis distritos: Mayuge, Iganga, Bugiri, Namayingo, Kaliro e Bugweri. Os agricultores registaram aumentos de produtividade até 40% e crescimento de rendimento até 70%. Os custos de insumos reduziram-se em média 20%, graças à compra agregada e fornecimento direto. A receita aumentou de 25.000 USD para 34.000 USD, reforçada por uma subvenção adicional de 5.000 USD da Tony Elumelu Foundation. Parcerias com cinco cooperativas agrícolas, SACCOs e vinte VSLAs ampliaram o alcance da Essymart nas comunidades.
Uma das principais inovações foi a rede de agentes — mais de vinte jovens e mulheres recrutados e formados como distribuidores de última milha e prestadores de apoio agronómico básico. Estes agentes geram rendimento através de comissões e serviços, desenvolvem competências em literacia digital e gestão, e tornam-se microempreendedores nas suas comunidades. Este modelo permite escalar mantendo proximidade com os agricultores.
Para agricultores sem smartphones, estão a ser desenvolvidas soluções USSD e SMS, garantindo acesso à plataforma. Foram também integrados alertas meteorológicos, orientações de plantio e sistemas automatizados de contabilidade — reforçando a infraestrutura digital do negócio.
Durante este período, Viola passou de cofundadora e líder agronómica a CEO, refletindo a evolução da sua liderança. Ao fim de um ano, lidera um negócio que expandiu a sua presença geográfica, aumentou significativamente a base de agricultores, cresceu em receita e estruturou um modelo operacional centrado em mulheres e jovens — num distrito historicamente negligenciado pelo sistema agrícola.